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Origem
da raça
Os
Boxers têm uma longa história, que recua até à antiguidade.
No regresso da sua campanha da Índia, Alexandre Magno
trouxe consigo alguns cães possantes, semelhantes aos
Dogues, cuja característica mais notável era o
focinho largo. As outras raças conhecidas na antiguidade
apresentavam focinhos comparativamente estreitos.Os cães
trazidos por A. Magno terão provavelmente sido os primeiros
antepassados dos Molossos, raça que deve o seu
nome ao facto de ser originária de uma província grega
governada pela casa real de Molossos.Alguns exemplares
desta raça foram mais tarde levados para Roma, onde os
consideraram invencíveis até ao aparecimento dos Dogues
Britânicos. Estes apresentavam focinhos mais largos
que os dos Molossos e eram mais robustos, vencendo-os
portanto com facilidade. As duas raças foram então cruzadas,
continuando no entanto a aplicar-se o nome de Molosso
aos descendentes.
Esta é uma das linhas de antepassados do Boxer actual.
Outra é a dos Mastins, apurados a partir do Dogue
Britânico e cuja aparência, tamanho e peso variavam
em função da sua utilização.
A terceira linha desenvolveu-se a partir de raças celtas
e germânicas. Estes povos também criavam cães de grande
porte, particularmente fortes e pesados. Além de cães
de guarda, eram utilizados na caça ao urso e ao javali,
sendo pois considerados cães de fila. Com o tempo; foram
apuradas diversas raças a partir destes cães. Na Europa
Central surgiram com o Grande Cão de Fila de Danzig
e o Pequeno Cão de Fila de Brabante. O Grande
Cão de Fila de Danzig era utilizado para caça grossa,
principalmente no Norte da Alemanha e na Polónia. Nas
regiães florestais ao norte dos Alpes a preferência ia
para o Pequeno Cão de Fila de Brabante, o qual
era mais ágil e portanto mais adequado à caça do javali.
Este Pequeno Cão de Fila passa por ser antepassado
directo do nosso Boxer.
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