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Antepassados
directos
Na
época em que a criação de cães de fila estava essencialmente
nas mãos de caçadores que trabalhavam nas casas senhoriais,
a tarefa desses cães era agarrar e imobilizar a caça previamente
levantada até à chegada do caçador.
Era pois necessário que o cão de fila tivesse um focinho
tão largo quanto possível, com dentes bem implantados,
de modo a conseguir agarrar-se à sua presa e mantê-la
segura. A selecção dos criadores conduziu a um encurtamento
progressivo do maxilar superior, dando origem ao prognatismo
que permite que o cão continue a respirar enquanto fila
a presa. Este prognatismo é uma característica do Boxer.
As
orelhas grandes, fáceis de ferir, constituíam um inconveniente
na caça ao urso. Surgiu assim o hábito de cortar as orelhas
aos grandes cães de fila, prática que perdura ainda em
relação ao Boxer. Há no entanto países, como a Alemanha,
onde esta prática tem vindo a ser proibida.
Após
o fim dos principados na Alemanha, em consequência da
Revolução Francesa, a criação de cães de fila de grande
porte decaiu, passando estes animais a ser utilizados
principalmente pelos açougueiros para ajudar a conduzir
o gado. |
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