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Amputação
da cauda
No
livro mais antigo em todo o mundo que fala sobre cães,
escrito por Columella e datado do século I DC, ensinava-se
que se deveria cortar a cauda aos cachorros com 14 dias
e puxar os tendões para fora. A finalidade desta amputação
seria a de evitar a raiva que se pensava, na época, ser
provocada por vermes que se instalavam no corpo dos cães.
Esta
razão adaptou-se com o passar dos séculos, assim, o motivo
apresentado para justificar a amputação da cauda nos Boxers
devia-se ao facto de esta raça ser utilizada na caça,
pelo que a cauda era um dos seus pontos fracos, que facilmente
se magoava e cuja cura era difícil visto o animal a manter
em constante agitação.
A
amputação da cauda deverá ser feita nos primeiros dias
de vida do cachorrinho (entre o primeiro e o quarto dia)
devendo ser feita por um médico veterinário. A pele da
cauda deverá ser puxada em direcção ao corpo do cachorro
para que, depois de amputada, exista um excedente de pele
para cobrir o coto e permitir que o ponto seja dado na
parte de baixo o que, para além de dar um aspecto mais
bonito, reduz a hemorragia e facilita a cicatrização.
A cauda é amputada entre duas vértebras, sendo o corte
dado, geralmente, entre a 3ª e a 4ª vértebra.
A
amputação da cauda tem como inconveniente o facto de prejudicar
o importante sistema canino de sinais de cauda que se
revela importante nos encontros entre cães.
O
corte da cauda, sendo já proibido em alguns países, era
considerado voluntário em Portugal pelo que nenhum cão
era penalizado em concursos ou exposições, neste momento
esperamos pelas modificações no Estalão.
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